quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

"El Bienamado": a versão mexicana da obra de Dias Gomes


     A emissora mexicana Las Estrellas, do Grupo Televisa, apresenta sua nova novela: "El Bienamado", uma produção de Nicandro Díaz González, baseada na peça teatral brasileira "Odorico, o Bem-Amado e os Mistérios do Amor e da Morte" (1962), de Dias Gomes, que deu origem à novela "O Bem-Amado!!", produzida em 1973 pela Rede Globo.

     Nicandro Díaz González foi responsável por grandes sucessos no México, alguns deles sendo exibidos no Brasil, pelo SBT, como "Soy Tu Dueña" (2010) - "A Dona", exibida entre 2015 e 2016 pela emissora. E ao que tudo indica, "El Bienamado" promete entrar para a lista de suas produções bem sucedidas. Com o trailer e as imagens divulgadas pela emissora nas redes sociais é possível notar que se trata de uma produção esmerada, com elenco acertado e direção notável.

      O ator Jesús Ochoa dá vida ao protagonista Odorico Cienfuegos. Na versão brasileira, Odorico Paraguaçu foi interpretado pelo saudoso Paulo Gracindo. Já as irmãs Cajazeira, agora são chamadas irmãs Samperio, interpretadas pelas atrizes  Chantal Andere, Nora Salinas e Irán Castillo.

     "El Bienamado" estreia no México no dia 23 de janeiro. E já estou na torcida pelo sucesso da trama; e que o SBT se anime, exibindo-a futuramente em suas tardes. Será uma experiência interessante conferir a adaptação de uma história brasileira feita em outro país. Ainda mais se tratando de uma cultura tão rica e bela como a do México.


Sinopse


     Odorico Cienfuegos (Jesús Ochoa), é um político que ganha as eleições para a prefeitura de um pequeno município chamado Loreto, sob a promessa de construir um novo cemitério. Para obter essa posição, conta com a ajuda de três irmãs solteiras: Justina (Chantal Andere), Dulcina (Nora Salinas), Santina (Irán Castillo), com quem mantém uma aventura amorosa, sem que elas saibam entre elas.

     Mas apesar deste conflito, o grande problema de Odorico é sua filha Valeria (Mariluz Bermúdez), que retorna à cidade e se apaixona loucamente por Leon (Mark Tacher), o médico da região que é inimigo número um do político. Odorico, obcecado com o famoso cemitério, precisa rapidamente de alguém para morrer, no entanto, ironicamente nenhum caso de morte foi registrado nos últimos tempos, fazendo com que Odorico coloque em pratica algumas artimanhas que darão um resultado inesperado para a história.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

[Resenha] "A Última Camélia", por Sarah Jio

      Com ares de Contos de Fadas, o romance "A Última Camélia" impressiona ao retratar duas histórias que se passam em épocas completamente distintas, mas que se entrelaçam de forma coerente e fascinante.

     A narrativa se intercala entre duas personagens, que no caso identificamos como protagonistas. São elas: Flora e Addison. A história de Flora se inicia em abril do ano de 1940, quando ela viaja para a Inglaterra com o pretexto de fazer um estágio, quando na verdade ela se infiltrará na imponente mansão da família Livingston como babá dos filhos do viúvo Lorde Livingston, para encontrar a última espécime de uma rara camélia. No entanto, Flora apenas sujeitou-se a participar dessa artimanha por estar sendo chantageada por Philip, um mercenário e especialista em roubo de flores raras.

     Na atualidade, Addison é casada com Rex, e esconde um grande segredo em relação ao seu passado. Os dois resolvem passar uma temporada na mansão, que agora pertence aos pais dele. Admirada com a beleza e magnitude do local, aos poucos, Addison se envolve cada vez mais com os mistérios que se escondem pelo jardim e por todos os compartimentos. Ao encontrar um velho livro que pertenceu à Lady Anna (a esposa de Lorde Livingston, que faleceu precocemente de causa desconhecida), os segredos que permearam por todos aqueles anos vêm à tona. Afinal, qual foi a causa da morte de Lady Anna? Que destino levou Flora? Que futuro espera por Addison?

     Apesar do clima sombrio que permeia algumas passagens da história, "A Última Camélia" possui alguns elementos em sua premissa que remetem aos Contos de Fadas, principalmente a história de Flora. Já a de Addison se assemelha aos dramas que costumamos a ver nos filmes e nas séries de televisão. Mas a trama de Flora me surpreendeu muito pela imprevisibilidade, diferente dos contos. E a de Addison me chocou bastante por seu impressionante desenvolvimento.

      Algo que a leitura do romance de Sarah Jio deixou claro foi que segredos sempre deixam rastros que atravessam o tempo, mas que em algum momento, mais cedo ou mais tarde, acabam sendo revelados e deixam de existir. Por mais que se tente escondê-los.

     Sarah Jio me surpreendeu na construção da história, dos cenários e de seus personagens. Ambas as tramas - tanto a do passado, quanto a do presente -, apresentam enredos cativantes. E seus personagens são tão bons quanto a narrativa. Os cenários são incríveis, principalmente a mansão Livingston - que é quase um personagem do livro - que Jio descreve de forma tão esplêndida e precisa, que é impossível o leitor não se transportar para aqueles salões e jardins.

     Após a apreciação de "O Bangalô", as obras de Sarah Jio se tornaram livros obrigatórios na minha lista de leituras. E confesso que mais uma vez me senti extremamente satisfeito. "A Última Camélia" é clássico e ao mesmo tempo contemporâneo. Intrigante, surpreendente e excepcional.

Nota:

    

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

[Sinopse] "Uma Carta de Amor", por Nicholas Sparks

     Lançado no Brasil originalmente há mais de dez anos pela editora Objetiva, o romance "Uma Carta de Amor", escrito por Nicholas Sparks, foi relançado em fevereiro de 2014, pela Arqueiro; e agora, mais uma vez, ganha uma nova edição pela editora, com uma nova capa.

     Em 1999, o romance ganhou adaptação para o cinema, com Kevin Costner e  Robin Wright Penn, nos papeis dos protagonistas Garret e Theresa, respectivamente. O longa teve a direção de Luis Mandoki.

     "Uma Carta de Amor" emociona ao falar de superação da perda de um amor e a importância de seguir em frente, acima de tudo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

[Resenha] "O Amor em Primeiro Lugar", por Emily Giffin


     Superar uma perda é algo que costuma ser bastante difícil. E não há como prever o tempo que essa ação pode levar. Talvez seja questão de dias... ou talvez muitos anos. Cada pessoa reage de uma forma. E é exatamente isso que percebemos ao ler "O Amor em Primeiro Lugar", o mais novo romance de Emily Giffin, publicado no Brasil pela editora Novo Conceito. Nele, somos apresentados às irmãs Josie e Meredith, as protagonistas da história, que após uma fatalidade, veem suas vidas mudarem de forma gradativa.

     Após a morte trágica de seu irmão, Daniel, Josie e Meredith tentam seguir em frente com a vida. Mas no fundo elas ainda não superaram a dor de perder o irmão que tanto amavam. Quinze anos mais tarde, elas não conseguem ter um relacionamento harmonioso. Desentendimentos e discussões são cada vez mais frequentes no convívio das duas. De personalidades completamente distintas, as diferenças entre elas ficaram ainda mais acentuadas com o passar dos anos. Ambas têm quase quarenta anos; e é nessa fase da vida que elas se dão conta de que é chegado o momento de encarar seus medos, eliminar os segredos e a tristeza para seguir em frente de verdade.

     Em mais uma narrativa sensível, Emily Giffin transborda competência ao expressar as relações humanas, com histórias intrigantes, personagens e situações verossímeis, mesclando drama e humor. Gosto dos livros da autora porque eles, com as histórias que apresentam, nos levam a questionar, a se colocar no lugar dos seus personagens e refletir sobre que decisões tomaríamos diante de seus dilemas.

     "O Amor em Primeiro Lugar" apresenta uma história comovente desde a sinopse, exaltando o sentimento que é a base de nossas vidas: o amor. Apesar das diferenças que possam existir entre as pessoas, o amor e a confiança são fundamentais. Só o amor dá a coragem necessária para enfrentar o que está por vir, aquilo que nos é desconhecido.

      É uma trama que fala, principalmente, de superação. E mais do que isso, mostra como a perda de um ente querido pode afetar a vida das pessoas. E não apenas no comportamento. Talvez as escolhas futuras também possam estar direta ou indiretamente ligadas a esse acontecimento.

     Além das reflexões, a leitura de "O Amor em Primeiro Lugar" também me proporcionou momentos divertidos. Cada capítulo é narrado em primeira pessoa pelas protagonistas, que se revezam na narrativa. É óbvio que os capítulos narrados por Josie eram mais alegres e descontraídos. Embora minha personalidade no geral combine mais com a de Meredith, acho que acabei me simpatizando mais com a Josie. Acredito que isso deve ao fato de Meredith não ser tão honesta consigo mesma. Ao contrário da irmã, que sabe o que quer e está sempre em busca de concretizar seus objetivos. Outro personagem que se destacou foi Pete, um fisioterapeuta que Josie conheceu em um site de relacionamentos. E a relação dos dois, a amizade que eles desenvolvem, a sintonia evidente entre eles, sem dúvidas, foi um dos grandes triunfos do livro. Outros que também se destacaram foi Gabe (o melhor amigo de Josie e que vive com ela), Nolan (o marido de Meredith) e Sydney (a melhor amiga de Josie, e também colega de trabalho).

     De negativo tenho dois, ou melhor, três pontos a destacar. O primeiro: se você ainda não leu "Ame o Que é Seu", aconselho a não ler "O Amor em Primeiro Lugar". Giffin tem uma mania que não curto, que é ressuscitar personagens de outros romances em seus livros mais recentes. Isso foi uma coisa que vim reparando ultimamente nos livros dela. E nesse, a Ellen, protagonista de "Ame o Que é Seu" é nada mais e nada menos que melhor amiga de Meredith. E consequentemente, se você ainda não conhece a história dela, vai acabar se deparando com spoilers. E para quem não gosta e pretende ler o livro, é uma situação desagradável.

     Outro ponto negativo foi um erro na página 38, do capítulo 04. Numa cena, Nolan diz que a babá que Meredith contratou para cuidar de sua filha pode mesmo ter sofrido uma intoxicação alimentar e cancelado em última hora. Mas Meredith não havia mencionado com o marido o motivo do cancelamento da babá, que avisou por mensagem de texto a ela. Portanto, como ele poderia saber? Não sou de reparar nesses detalhes, mas dessa vez não teve como. 

     E por último, não fiquei satisfeito com a decisão final de Josie. Ela tinha duas alternativas e escolheu justamente a que eu achei "nada a ver". Não vou entrar em detalhes para não revelar spoilers, mas fica registrado minha insatisfação (risos).

     Apesar desses três pontos que destaquei, considero "O Amor em Primeiro Lugar" um dos melhores livros da autora que li até agora. E, para aqueles que curtem o tema ou o seu estilo, não deixem de ler essa obra. Essa foi uma experiência diferente com Emily Giffin. Dessa vez não era um casal em crise no centro da história; e sim, duas irmãs que só precisavam encarar seus medos e assumirem que não é possível controlar todas as coisas; mas que sempre poderiam contar com o amor, pois é o que dá força e coragem para seguir em frente.


" – [...] O amor sempre dá um jeito. Até mesmo nos momentos difíceis."


Nota: 

    

sábado, 7 de janeiro de 2017

Os Melhores do Ano - 2016


     Assim como aconteceu no ano passado, apresento aos leitores mais uma postagem com tudo aquilo que se destacou para mim ao longo do ano na dramaturgia. Em 2016 foi muito difícil escolher os melhores de cada categoria. Em muitas delas levei um bom tempo até decidir, mas, por fim, acredito ter feito as escolhas certas. 
     Confira abaixo os escolhidos; e após a leitura, deixe nos comentários as suas escolhas. O que foi destaque para você em 2016?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

[Resenha] "As Cores da Vida", por Kristin Hannah

      Uma arrebatadora história sobre o que significa ser uma família.


     "As Cores da Vida" é o mais recente romance de Kristin Hannah, lançado pela editora Arqueiro em agosto de 2016.

     O livro, que tem como protagonistas três irmãs - Winona, Aurora e Vivi Ann -, nos leva a contemplar o cotidiano de uma família que, apesar dos empecilhos que surgem na vida, se empenha em permanecer unida.

     Com uma narrativa de tirar o fôlego, que nos brinda com interessantes reflexões, "As Cores da Vida" é um romance inesquecível sobre rivalidade, amor, perdão e redenção.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

E se o Canal Viva criasse seu próprio "Vale a Pena Ver de Novo"?

     Essa semana, enquanto assistia "A Gata Comeu" e comentava o capítulo no Twitter, uma ideia sobre um post surgiu na minha mente. 

     Ao final de mais um excelente capítulo da trama de Ivani Ribeiro, um dos internautas lamentou o término sugerindo que o Viva criasse mais um horário de novelas. Então, uma ideia que eu já havia pensado começou a tomar forma e me inspirou nessa postagem: já imaginaram se o Canal Viva criasse o seu próprio Vale a Pena Ver de Novo?

     O Viva foi inaugurado em 18 de maio de 2010. Naquela época, o número de pessoas que possuíam TV por assinatura era muito pequeno se compararmos com os dias de hoje. Eu, por exemplo, só adquiri em dezembro de 2010. Ou seja: nessa época, "Vale Tudo" já estava quase na metade e "Por Amor" entrava na reta final. Agora imagine quantas pessoas que admiram essas e as demais novelas exibidas, não tiveram a oportunidade de assisti-las? Inúmeras!

     Assim, a criação de um "Vale a Pena Ver de Novo no Viva" seria uma excelente oportunidade de assistir novamente todos os maiores sucessos do canal desde a sua inauguração. Eu, por exemplo, gostaria muito de rever, na íntegra, sucessos como: "Por Amor", "Vale Tudo", "Top Model", "Água Viva", "História de Amor", "A Viagem" e "O Dono do Mundo".

     E você? Que novela já exibida no Viva você gostaria de rever?


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

[Sinopse] "Dois Irmãos", de Maria Camargo


     Baseada na obra de Milton Hatoum, escrita por Maria Camargo e com direção artística de Luiz Fernando Carvalho, "Dois Irmãos" é a nova minissérie da Globo, que estreará no dia 09 deste mês. 

     Mais uma vez a emissora leva para a televisão uma obra da literatura brasileira. Eu, particularmente, fico entusiasmado quando isso acontece, pois muitos livros eu conheci através de suas minisséries. E assim como acontece com as adaptações cinematográficas, acredito que o público acaba se interessando em conhecer as obras que deram origem a essas produções.

     O mote principal da minissérie são os desafetos e intensos conflitos de uma família de imigrantes libaneses. Na minissérie de dez capítulos, a rivalidade entre os gêmeos Omar e Yaqub será capaz de abalar os laços entre Halim, Zana  e seu clã.