sexta-feira, 16 de setembro de 2016

[Resenha] "O Quarto Dia", por Sarah Lotz

     Segundo romance de Sarah Lotz lançado no Brasil, "O Quarto Dia" foi publicado pela editora Arqueiro no início desse ano. Com grandes doses de suspense, mistério e terror, a obra foi uma das experiências literárias mais incomuns que já tive a oportunidade de conferir.

      Fui apresentado ao livro através do site da editora, quando ele ainda estava na fase de pré-lançamento. Desde o momento em que bati os olhos na capa - bastante enigmática - e no título - curioso -, meu interesse na leitura foi despertado imediatamente.

     Quando li a sinopse, criei as melhores expectativas, devido à sua história pouco comum - algo que até então eu nunca tinha visto. Apenas fiquei um pouco receoso com relação à sua qualidade, pois na rede social, Skoob, ele não era tão bem avaliado pelos usuários. Não que isso fosse garantia de alguma coisa, mas nós sempre ficamos com um pé atrás diante de críticas negativas.

     Após iniciar a leitura, acabei surpreendido ao constatar o quanto estava gostando daquela história. E o engraçado é que, a cada capítulo, eu me perguntava: "Será que é agora que a história vai começar a ficar ruim?" (risos); porém não aconteceu. A escrita de Lotz, seu estilo narrativo, a galeria de personagens, enfim, inúmeros foram os aspectos que me agradaram. E quanto mais lia, mais sentia vontade de prosseguir na leitura. E para mim, o livro que causa essa euforia nos leitores é, no mínimo, admirável.

     Se for para destacar um ponto negativo em "O Quarto Dia", não tenho muito a dizer. Talvez a única coisa que me incomodou um pouco foi durante a mudança do foco dos personagens, na qual cada capítulo o ponto de vista da história varia entre os principais personagens. Em determinados personagens, quando a história retornava ao ponto de vista dele, parecia não continuar de onde parou. E isso me deixou confuso em alguns momentos, que foram poucos, aliás. Ainda bem.

Nota:     

domingo, 4 de setembro de 2016

[Sinopse] "A Lei do Amor", de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari


      "A Lei do Amor" é a próxima novela das nove. É também a estreia dos autores Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari no horário. A dupla foi responsável pelas novelas "Ti Ti Ti" (2010) e "Sangue Bom" (2013) no horário das 19h. 

      Prevista para ir ao ar a partir do dia 03 de Outubro, "A Lei do Amor" substitui a novela "Velho Chico", e conta com a direção artística de Denise Saraceni, com quem Maria Adelaide Amaral já trabalhou na novela "Anjo Mau" (1997), atualmente exibida no Vale a Pena Ver de Novo.

     Narrando uma história de amor repleta de de encontros, separações, poder, luta pelo justo e, sobretudo, uma trama de amor e toda força que esse sentimento move, "A Lei do Amor" promete arrebatar a atenção dos telespectadores.

sábado, 3 de setembro de 2016

[Resenha] "Eu Sem Você", por Kelly Rimmer

     Você seria capaz de abrir mão da felicidade em benefício de alguém que muito ama? Conseguiria se afastar dela a fim de não lhe causar sofrimento?

     São questionamentos bastante complicados de serem respondidos, pois acredito que nossa resposta dependerá de muitos fatores. A princípio, talvez nossa resposta seja positiva. E essa "generosidade" é bastante admirável. Mas será que nos afastar de quem amamos irá, de fato, poupar seu sofrimento?

     Em "Eu Sem Você", romance de estreia da autora Kelly Rimmer, lançado neste ano pela editora Arqueiro, esses são um dos principais questionamentos que movem as ações da personagem Lilah, a protagonista. Lilah é uma advogada, apaixonada por sua profissão, desapegada, vegetariana e ambientalista. Ao voltar para casa após um dia extremamente cansativo, ela conhece Callum, um publicitário, carnívoro e metódico. Apesar de possuírem estilos de vida tão diferentes, uma atração mútua ocorre entre eles. A princípio, Lilah coloca inúmeros obstáculos a uma possível relação, mas mesmo com todas as diferenças, Callum sente-se cada vez mais animado e esperançoso. Só que ele não faz ideia de que Lilah está passando por um dilema que pode afetar profundamente o relacionamento deles.

     Conheci o livro "Eu Sem Você" pela página da editora no Facebook. O título me despertou interesse, assim como a belíssima capa que prepararam para ele. Já a sinopse apresentada, não mostrou muito o que poderíamos esperar da história. Mas um dos principais fatores que me influenciaram a ler "Eu Sem Você" foi a crítica do site Goodreads: "Se você é fã de Jojo Moyes, David Nicholls e Nicholas Sparks, então irá amar Eu Sem Você”. Por conhecer e admirar o estilo de Moyes e Sparks, essa referência me convenceu por completo. Nicholls eu ainda não conheço, mas ouvi muitos elogios aos seus romances.

     A primeira metade de "Eu Sem Você" foi, sem dúvidas, o melhor da obra. Havia nele uma sintonia muito forte entre humor e paixão, algo poucas vezes visto nos livros por mim até hoje. A sintonia entre o casal protagonista era a grande responsável pelo bom êxito do romance. Resumindo: uma história promissora, com personagens grandiosos e um início extremamente empolgante.

     Já na segunda metade, notei que houve uma mudança no cenário. O ritmo da narrativa diminuiu bastante e os acontecimentos levaram um tempo desnecessário para, enfim, se concretizarem. Outro ponto que me desagradou um pouco foi a forma como os principais mistérios do enredo foram revelados. Tudo aconteceu de forma tão morosa, que não me causou o impacto que eu esperava da história. Mas acredito que essa tenha sido a intenção da autora; proporcionar uma narrativa branda sobre uma história enternecedora.

     O que mais me marcou na leitura do romance e que me trará boas recordações de sua história é a generosidade e o amor que Lilah e Callum demonstraram um pelo outro durante toda a trajetória deles.

     "Eu Sem Você" é um romance espirituoso e comovente. Ao mesmo tempo em que nos contagia com seus momentos de pura simplicidade, ele também nos deixa dilacerados ao nos colocar de frente a uma verdade imutável: que precisamos valorizar cada vez mais os nossos momentos de alegria e a presença de quem amamos. Pois o tempo é implacável e aqueles que amamos nem sempre poderão estar ao nosso lado a todo momento.


Nota: